LULA REÚNE MAIS DE 1 MILHÃO DE APOIADORES NA AVENIDA PAULISTA, EM SÃO PAULO
Marcha pela Democracia mobiliza multidão neste domingo (11), reúne juventude, movimentos sociais e lideranças políticas e reforça a campanha para o segundo turno presidencial
São Paulo (SP) — 11 de outubro de 2026
A Avenida Paulista foi palco, neste domingo (11), de uma grande manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Batizado de Marcha pela Democracia, o ato reuniu apoiadores, estudantes, artistas, movimentos sociais e lideranças políticas na capital paulista, em meio à mobilização para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
A campanha de Lula estimou a participação de mais de 1 milhão de pessoas. A informação, porém, deve ser contextualizada: até a divulgação das primeiras reportagens, não havia contagem oficial do público, e a estimativa não pôde ser confirmada de forma independente. Segundo o UOL, a manifestação ocupou sete quarteirões na região do MASP.
Juventude ganha protagonismo
Um dos destaques da manifestação foi a participação de jovens, que ocuparam espaço importante nos discursos e na organização do ato. Entre as lideranças que receberam atenção do público estavam as deputadas federais Érika Hilton, Sâmia Bomfim e Luna Zarattini.
Durante seu pronunciamento, Lula destacou a importância da participação política da juventude e defendeu o envolvimento das novas gerações nas decisões que afetam o futuro do país.
“Ou vocês participam da vida política ou ela não tem conserto”, afirmou o presidente, ao se dirigir aos jovens presentes.
O discurso também incluiu a promessa de uma revolução tecnológica em um eventual quarto mandato, com formação profissional em inteligência artificial, desenvolvimento da indústria digital e investimentos em novas tecnologias.
Lula pede mobilização para o 2º turno
A necessidade de ampliar a participação eleitoral foi outro ponto central do pronunciamento. Lula pediu aos apoiadores que conversem com eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno e reforcem a mobilização nos dias que antecedem a votação decisiva.
O presidente também fez um apelo aos eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo, ressaltando a importância da participação nas escolhas políticas do país.
Na área da segurança pública, Lula prometeu ampliar a atuação do governo federal e apresentou a proposta de uma nova abordagem nacional para o enfrentamento da violência. O tema ocupa espaço relevante na disputa eleitoral.
Fim da escala 6x1 também entra na pauta
As reivindicações relacionadas aos direitos dos trabalhadores apareceram entre as bandeiras levantadas durante a manifestação. Cartazes e palavras de ordem defenderam o fim da escala de trabalho 6x1, pauta que também foi abordada por Lula em seu discurso.
O presidente afirmou que espera a votação, antes do segundo turno, da proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho. A discussão envolve o Congresso Nacional e permanece sujeita à tramitação legislativa.
Lideranças políticas e artistas participam do ato
A manifestação contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro Guilherme Boulos, das ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet e de governadores aliados, entre outras lideranças.
Artistas e representantes de movimentos estudantis também participaram da mobilização, que reuniu pautas relacionadas à democracia, à educação pública, aos direitos sociais e ao mundo do trabalho.
A concentração começou por volta das 11h, nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (MASP), e avançou pela avenida em direção à Praça Roosevelt. A movimentação foi intensa, e o Metrô de São Paulo fechou temporariamente a estação Trianon-MASP por volta das 12h50, devido à concentração de passageiros, adotando medidas de controle de fluxo e reforçando a operação em outras linhas.
A reta final de uma disputa decisiva
O ato deste domingo integra a estratégia de campanha de Lula para mobilizar sua base de apoio e ampliar o diálogo com eleitores antes do segundo turno, que será disputado em 25 de outubro contra Flávio Bolsonaro (PL).
A dimensão da manifestação, a participação de jovens e a presença de diferentes organizações deram visibilidade à mobilização na capital paulista. Ao mesmo tempo, o número de participantes divulgado pelos organizadores precisa ser tratado com transparência, uma vez que não havia confirmação independente da estimativa de mais de 1 milhão de pessoas.
A Avenida Paulista voltou, assim, a ocupar o centro do debate político nacional, servindo de palco para discursos, reivindicações sociais e manifestações públicas de apoio em uma das etapas mais importantes da campanha presidencial.
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