Mesmo com dificuldades para caminhar e falar após um AVC, mãe de Nelsão da Força foi às urnas neste domingo e emocionou a família
O voto é muito mais do que apertar algumas teclas na urna eletrônica. Para muita gente, representa uma escolha sobre o futuro do país, a defesa da democracia e a esperança de dias melhores
Neste domingo de segundo turno das eleições presidenciais, 25 de outubro, uma história familiar deu um significado especial a esse gesto.
Aos 82 anos, Dona Nilza Silva de Souza, mãe de Nelsão da Força do Paraná, fez questão de participar da votação e manifestar seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mesmo enfrentando dificuldades de saúde, ela não abriu mão de exercer seu direito de escolha.
O relato foi compartilhado pelo próprio Nelsão, emocionado com a determinação da mãe. Segundo ele, Dona Nilza sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, e ainda enfrenta limitações para caminhar e dificuldades para articular os pensamentos.
Apesar dos obstáculos, ela foi ao local de votação. A camisa em apoio a Lula também marcou presença, mostrando que sua decisão estava tomada.
“Mesmo com toda dificuldade, sem poder caminhar, ainda com dificuldade em articular os pensamentos, ela está fazendo a sua parte, votando lá no Lula”, relatou Nelsão, em uma mensagem de carinho e orgulho.
Ao final do vídeo, ele identificou a mãe como Dona Nilza Silva de Souza e fez questão de expressar seu amor: “Um beijo, te amo, mamãe”.
O voto facultativo e o valor da participação
No Brasil, o voto é facultativo para pessoas com mais de 70 anos. Isso significa que Dona Nilza, aos 82, não tem obrigação legal de comparecer às urnas. Sua participação, portanto, foi uma decisão pessoal.
É justamente aí que está a força dessa história. Em um país marcado por diferenças sociais, políticas e geracionais, há pessoas idosas que continuam acompanhando os rumos do Brasil e entendem o voto como uma maneira de participar das decisões que afetam a sociedade.
Não é possível afirmar que todas as pessoas idosas compartilhem das mesmas posições políticas, e a democracia depende justamente do respeito à diversidade de opiniões. Mas a história de Dona Nilza mostra como o direito de votar pode conservar um significado profundo, mesmo quando a obrigação legal já não existe.
Uma escolha que emocionou a família
Dona Nilza é mãe de Nelson, Neide, Nivaldo, Nilza e do Nilsão , conforme a apresentação feita por Nelsão em sua mensagem. Para além da disputa eleitoral, o episódio revela um vínculo familiar marcado pelo carinho e pela admiração.
Ao compartilhar o momento, Nelsão não destacou apenas a preferência política da mãe. Mostrou também a disposição de uma mulher que, apesar das limitações impostas pela saúde, quis participar de uma decisão importante para o país.
Em uma eleição que mobiliza milhões de brasileiros, histórias como essa ajudam a lembrar que a democracia não se resume aos discursos dos candidatos, às pesquisas ou à disputa pelo poder. Ela também acontece nas famílias, nas conversas cotidianas e na decisão individual de participar.
Aos 82 anos, Dona Nilza fez a sua escolha. Para Nelsão, ficou o orgulho de ver a mãe exercer esse direito e a oportunidade de dizer publicamente aquilo que muitas vezes é o mais importante de tudo: “Te amo, mamãe”.
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| Dona Nilza, exemplo de democracia, orgulho da família |
Papo Reto com Nelsão — Democracia também é isso: ter o direito de escolher e a liberdade de decidir se queremos exercê-lo. E, quando a participação vem acompanhada de tanto esforço e significado pessoal, a história merece ser contada.
Fale com o Nelsão: (41) 98411-6970



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