Requião Filho troca confronto por propostas: “o Paraná precisa falar de quem trabalha”

Depois do debate da Band, candidato do PDT diz que vai responder aos adversários com firmeza, mas quer colocar emprego, saúde, segurança e desenvolvimento no centro da campanha

O primeiro debate passou. As provocações ficaram para trás, mas os problemas do Paraná continuam batendo na porta de quem trabalha.

É nesse ponto que Requião Filho (PDT) pretende concentrar sua campanha. Depois do encontro da Band, o candidato disse que não quer entrar numa disputa baseada apenas na agressividade. A resposta, segundo ele, será a “assertividade”.

Pode parecer apenas uma mudança de tom, mas a questão é maior.

Para quem está no chão de fábrica, no comércio, no campo ou enfrentando a fila do serviço público, pouco importa quem ganhou uma discussão na televisão. O que importa é saber quem vai defender emprego, salário, saúde pública, segurança e melhores condições de vida.

E o Paraná tem dinheiro e capacidade para fazer mais. O que falta, muitas vezes, é colocar as prioridades certas no lugar certo.

Requião Filho fala em recuperar propostas que já deram resultado e adaptá-las à realidade atual. Também coloca no centro da campanha temas como emprego, saúde, impostos, segurança e desenvolvimento do interior.

É aí que a conversa precisa avançar

Não basta falar em desenvolvimento enquanto trabalhadores continuam pressionados pelo custo de vida, enquanto municípios do interior enfrentam dificuldades e enquanto serviços públicos essenciais são cobrados da população sem que se discuta, com a mesma força, quem paga essa conta.

Uma eleição para governador precisa falar também de trabalho. De salário. De oportunidades para a juventude. De industrialização. De qualificação profissional. De transporte. De saúde. E de um Estado que não trate o trabalhador apenas como número nas estatísticas.

Na pesquisa Quaest divulgada pela Band em 27 de julho, Requião Filho apareceu com 18% das intenções de voto, em segundo lugar. No cenário de segundo turno apresentado pelo levantamento, registrou 37%, contra 20% de Sandro Alex.

Mas pesquisa é fotografia de um momento. A campanha está apenas começando.

Agora os candidatos terão de mostrar mais do que capacidade de confronto diante das câmeras. Terão de explicar o Paraná que querem construir e, principalmente, para quem esse Paraná vai trabalhar.

Porque, no fim das contas, é isso que deveria estar no centro da eleição: um projeto de Estado que melhore a vida de quem acorda cedo ou dorme de dia para trabalhar à noite, trabalha em turno e contraturno, paga imposto e sustenta o nosso Paraná de todos os dias.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Seis meses depois, Nelsão ainda pergunta: quem vai responder pela violência da PM na greve da Brose?

Volvo: confiança na liderança e força da base transformam luta sindical em conquistas

Gleisi e a primeira briga contra privilégios no Senado

VW de SJP: chegou a hora de cada trabalhador fazer sua voz valer

Entre partidos e pessoas: Nelsão da Força reafirma independência do movimento sindical brasileiro e amplia diálogo despolarizado para as Eleições 2026