Quaest mostra eleição apertada e tarifaço entra na disputa
Pesquisa de 14 de agosto mostra Lula à frente de Flávio no 1º e no 2º turno, enquanto tarifaço de Trump mexe com a eleição brasileira
A política internacional bateu na porta do trabalhador brasileiro. O tarifaço de Donald Trump contra o Brasil não ficou restrito aos gabinetes de Brasília e Washington. Virou assunto de campanha, mexeu com a economia e começou a pesar na escolha do eleitor.
E a pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (14) mostra que a eleição presidencial de 2026 continua aberta. No primeiro turno, Lula aparece com 38% das intenções de voto, contra 31% de Flávio Bolsonaro. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado e Renan Santos, com 4% cada, enquanto Romeu Zema e Augusto Cury têm 2%.
Mas é no segundo turno que a disputa esquenta. Lula marca 43% contra 40% de Flávio Bolsonaro. Uma diferença de apenas três pontos percentuais.
É uma fotografia do cenário atual, não uma eleição ganha. E trabalhador sabe que pesquisa é momento: em dois meses muita coisa pode mudar.
O tarifaço entrou no jogo
O dado ganha ainda mais importância diante da ofensiva de Trump contra o Brasil. A pressão americana, apresentada por Trump como uma questão comercial, acabou assumindo também um caráter político. E isso está sendo percebido pelo eleitor brasileiro.
Pesquisa do Pew Research Center mostrou que 60% dos americanos desaprovamvam o aumento substancial das tarifas, enquanto 37% aprovavam. Apenas 13% diziam aprovar fortemente a política dos tarifaços. É aí que a conta pode não estar fechando para quem imaginou que pressionar o Brasil ajudaria automaticamente a direita.
Para quem vive do trabalho, a discussão é outra: emprego, salário, preço dos alimentos, indústria nacional e soberania.
Trabalhador não quer pagar a conta
No fim das contas, tarifa não é apenas uma palavra bonita em discurso de presidente. Aliás nem tarifa é, se trata de um tarifaço, um verdadeiro achaque estadunidense que atingiu em cheio a indústria madeireira e noveleira paranaense.
Quando uma guerra comercial aperta, alguém paga. Pode ser a indústria, pode ser o consumidor, pode ser o trabalhador que vê o emprego ameaçado. Por isso, defender os interesses do Brasil não é questão de esquerda ou direita quando estamos falando da proteção do emprego e da renda de quem produz.
A pesquisa Quaest mostra uma eleição apertada. E o tarifaço de Trump acrescenta uma variável que ninguém pode ignorar: o eleitor brasileiro pode até discutir política internacional, mas, na hora do voto, vai olhar para o próprio bolso e para quem está defendendo o trabalhador.
O trabalhador e a trabalhadora que vive no dia a dia do chão de fábrica, é isso que importa. E quem foi cutucar a águia americana lá nos Estados Unidos não foi o presidente Lula, foi seu adversário, filho do ex-presidente hoje preso em Brasília. Homem que já foi chamado de "Trump dos trópicos", antes de ser preso após julgamento no STF.
A próxima eleição também é questão de soberania nacional, está na hora do Brasil se tornar verdadeiramente independente dos Estados Unidos, custe o que custar. Porque papo reto é: o povo unido jamais será vencido.
Papo Reto com o Nelsão
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