Pesquisa mostra Moro na frente e Requião Filho em segundo; Senado segue aberto - na espontânea, 78,6% não sabem em quem votar

Disputa pelo Governo do Paraná começa com vantagem de Moro e Requião em segundo, enquanto Gleisi aparece no bloco da frente pela segunda vaga ao Senado; situação jurídica de Deltan pode mexer no jogo

 
Disputa pelo Governo do Paraná começa com vantagem de Moro e Requião em segundo, enquanto Gleisi aparece no bloco da frente pela segunda vaga ao Senado; situação jurídica de Deltan pode mexer no jogo
Requião Filho e Gleisi Hoffman, durante a convenção da Federação Paraná da Esperança - Foto: Nelsão

A eleição de 2026 ainda está começando, muita gente sequer parou para pensar no voto, mas a primeira fotografia da disputa, agora pra valer, no Paraná já está nas ruas, parques e praças de todo o estado.

A Pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, realizada entre 13 e 16 de agosto, mostra Sergio Moro (PL) na frente da corrida pelo Governo do Estado, com 46,1%. Requião Filho (PDT) aparece em segundo, com 23,4%, seguido por Sandro Alex (PSD), com 16,5%

A diferença é significativa, mas ainda existe muito caminho pela frente. Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, 59,5% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar um nome. É muita gente, bem mais da metade dos eleitores eleitoras paranaenses. E isso mostra que a eleição ainda está longe de estar definida.

Senado tem uma disputa bem mais apertada

Para o Senado, a história é outra. O Paraná elegerá dois senadores(as) em 2026, e a pesquisa mostra uma corrida bastante embolada. Deltan Dallagnol (Novo) aparece numericamente na frente, com 34%. Alexandre Curi (Republicanos) tem 29,6%, Gleisi Hoffmann (PT), 28,1%, e Filipe Barros (PL), 26%.

Como cada eleitor pode escolher dois nomes para o Senado, os números precisam ser lidos de maneira diferente da disputa para governador. E a distância entre os candidatos é pequena. Entre Curi e Gleisi são apenas 1,5 ponto percentual. Já Gleisi, está 2,1 pontos à frente de Filipe Barros.

Ou seja: a briga pela primeira e segunda cadeira está completamente aberta.

A questão eleitoral de Dallagnol

O primeiro lugar de Dallagnol vem acompanhado de uma questão que não pode ser ignorada. Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cassou o registro da candidatura a deputado federal dele. Agora, para disputar o Senado em 2026, o ex-procurador aguarda uma definição da Justiça Eleitoral sobre sua elegibilidade.

Dallagnol apresentou ao TRE-PR um Requerimento de Declaração de Elegibilidade. A discussão jurídica ainda precisa ser decidida, definitivamente, pelas autoridades eleitorais. Portanto, é precipitado dizer hoje que ele estará ou não estará nas urnas. E, se estiver nas urnas, se os votos atribuídos a ele serão validados ou não. Mas uma eventual decisão definitiva contra sua candidatura pode alterar totalmente o cenário da disputa pelo Senado.

Para quem trabalha, o debate está apenas começando

E aqui está o ponto que interessa ao trabalhador. Pesquisa é importante, mas eleição não se ganha apenas com percentual. É preciso saber o que cada candidato pretende fazer quando estiver diante dos problemas reais da população.

Emprego, salário, saúde, transporte, educação, segurança, industrialização, valorização dos serviços públicos e respeito aos direitos trabalhistas precisam estar no centro do debate.

O Paraná produz muito. A pergunta é: quem trabalha para produzir essa riqueza também vai participar dos seus resultados? É isso que o trabalhador precisa perguntar antes de entregar seu voto. Cada um e cada uma precisa escolher uma candidata ou candidato alinhado com suas bandeiras e fazer sua parte. Em nossa democracia o voto é sagrado e secreto. É livre também fazer campanha para aquela candidatura que escolhemos apoiar, desde que seguindo as regras determinadas pela justiça eleitoral.

Uma eleição ainda em construção

A pesquisa mostra Moro liderando para o Governo do Paraná, com Requião Filho em segundo. No Senado, Deltan aparece numericamente na frente, mas Gleisi, Curi e Filipe Barros estão próximos.

E há um detalhe que talvez seja o mais importante de todos: 59,5% ainda não definiram ou não declararam espontaneamente seu voto para governador. Para o Senado, esse número é ainda maior e chega a 78,6%.

Portanto, ainda tem muita conversa pela frente. Muita proposta será apresentada. Muitos votos ainda serão conquistados. No fim das contas, eleição passa. Mas as decisões de quem recebe o voto ficam.

E quem vive do trabalho precisa estar atento.

Sobre a pesquisa

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas realizado entre 13 e 16 de agosto de 2026, com 1.520 eleitores em 65 municípios do Paraná. Margem de erro de 2,6 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Registro TSE: PR-09048/2026.

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