HCC: trabalhadores rejeitam proposta de Banco de Horas; administrativo aprova

Assembleia desta terça-feira (18) colocou em votação a proposta de Banco de Horas 2026/2028

Assembleia desta terça-feira (18) colocou em votação a proposta de Banco de Horas 2026/2028

Mais uma vez, a decisão dos trabalhadores falou mais alto na HCC. Nesta terça-feira (18), o SMC realizou uma nova assembleia com os trabalhadores da empresa para apresentar e colocar em votação a proposta de renovação do Banco de Horas para o período 2026/2028.

A exemplo do que vem sendo discutido nas assembleias anteriores, a proposta foi apresentada aos trabalhadores e a votação aconteceu de forma separada entre os setores administrativo e chão de fábrica, respeitando as especificidades e as posições de cada grupo.

E o resultado mostrou uma diferença clara entre as duas áreas.

Resultado da votação

CHÃO DE FÁBRICA: proposta REJEITADA.

ADMINISTRATIVO: proposta APROVADA.

Entre os trabalhadores do chão de fábrica, a proposta foi rejeitada. Já entre os trabalhadores do administrativo, a proposta foi aprovada.

A decisão mostra, mais uma vez, que os trabalhadores querem ser ouvidos e participar diretamente, de maneira democrática e transparente, das decisões que interferem na sua rotina de trabalho.

A palavra dos trabalhadores

A assembleia desta terça-feira reforça uma discussão que vem sendo construída nas últimas reuniões. Segundo Nelsão, o Sindicato procurou ouvir os trabalhadores de forma individualizada, levando em consideração a realidade de cada setor da empresa.

“O Sindicato fez novamente a assembleia ouvindo os trabalhadores e priorizando a realidade de cada área, individualizando a questão da fábrica e do escritório. A gente está obedecendo à necessidade dos trabalhadores.

E eles demonstraram novamente que preferem discutir um lay-off e outras alternativas, como já aconteceu no passado. O que eles não querem é simplesmente continuar nesse modelo de Banco de Horas. Eles querem trabalhar, mas também querem ter mais tempo para descansar, para estar com a família.”

— Nelsão

O resultado da assembleia deixa claro que não existe uma posição única dentro da empresa. Enquanto o administrativo aprovou a proposta apresentada, os trabalhadores do chão de fábrica decidiram pela rejeição. Agora, a decisão está colocada na mesa de negociação.

E é isso que importa: ouvir o trabalhador, respeitar sua decisão e buscar alternativas que levem em conta a realidade de quem está todos os dias dentro da fábrica.

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