Lei Maria da Penha faz 20 anos e reforça uma luta que é de toda a sociedade
Defender a vida das mulheres, combater a violência e fortalecer as políticas públicas é compromisso de quem acredita em justiça social e respeito à dignidade humana
Hoje, 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completa 20 anos. O dia de hoje não se trata apenas uma data para lembrar essa importante conquista das mulheres brasileiras. É um momento para reafirmar um compromisso que precisa estar presente todos os dias: nenhuma mulher pode ser vítima da violência, seja dentro de sua própria casa, no trabalho ou em qualquer outro lugar.
A história da companheira Maria da Penha Maia Fernandes transformou dor em resistência. Sua coragem ajudou a mudar o Brasil e abriu caminho para que milhares de mulheres encontrassem proteção, justiça e esperança. A partir dessa luta, o país passou a tratar a violência doméstica com a seriedade que ela exige, criando mecanismos de proteção e responsabilizando os agressores.
Ao longo dessas duas décadas, a Lei Maria da Penha salvou vidas, fortaleceu medidas protetivas e foi atualizada para enfrentar novas formas de violência, inclusive aquelas praticadas pelas redes sociais e pelos meios digitais. São avanços importantes, muitos derivados de movimentos apartidários, que trouxeram um importantes conquistas, com muita mobilização das mulheres e movimentos sociais.
Uma luta que ainda não terminou
Não podemos fechar os olhos para a realidade. O feminicídio continua tirando vidas, muitas mulheres ainda sofrem caladas por medo ou falta de apoio, e, dentro dos limites e garantias constitucionais, a rede de proteção precisa ser fortalecida em todo o Brasil.
É dever do poder público garantir atendimento digno e eficiente, mas também é responsabilidade de cada um de nós não se calar diante da violência. Como dirigente sindical, Nelsão da Força acredita que essa também é uma luta do movimento dos trabalhadores e das centrais sindicais.
Defender as mulheres é defender a família trabalhadora, é garantir respeito nos locais de trabalho, igualdade de oportunidades e o direito de viver sem medo. Não existe justiça social enquanto houver violência contra as mulheres.
Agosto Lilás reforça o compromisso com a vida
Neste Agosto Lilás, renovamos nosso compromisso com a defesa da vida, da igualdade e dos direitos das mulheres. A Lei Maria da Penha representa uma grande vitória, mas ela só cumpre plenamente seu papel quando toda a sociedade se compromete a fazer a sua própria parte.
Respeito, proteção e dignidade não são privilégios. São direitos. E direitos precisam ser defendidos todos os dias. Pois essa prevenção também tem que acontecer dentro das fábricas, e isso é papo reto.

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