Funcionário ou colaborador? O nome mudou, os direitos não

Empresas gostam de usar termos mais modernos, mas a relação de trabalho continua sendo a mesma prevista na CLT

 

Muita empresa hoje prefere chamar seus funcionários de "colaboradores". Parece algo moderno, mais amigável e até mais próximo da ideia de equipe. Mas, na prática, nada muda.

Funcionário é o termo ligado à CLT, carteira assinada, direitos e deveres. É a relação formal entre empregado e empregador reconhecida pela Justiça do Trabalho.

Já "colaborador" é uma expressão usada pelas empresas para transmitir uma sensação de parceria. Só que quando chega a hora de pagar férias, 13º salário, FGTS, horas extras ou qualquer outro direito trabalhista, a relação continua sendo a mesma: patrão e empregado.

Por isso, o sindicato utiliza os termos empregado ou funcionário. Direito trabalhista não muda por causa de uma palavra mais bonita.

Na Convenção Coletiva de Trabalho dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, o que vale é o termo "empregado da categoria profissional". É isso que tem força legal.

No fim das contas, a diferença está apenas no discurso.

Pode mudar o crachá, pode mudar o nome na porta, mas por dentro continua sendo CLT.

Papo reto com o Nelsão

O trabalhador não precisa de nome bonito. Precisa de respeito, salário digno e direitos garantidos.

Nenhuma expressão corporativa substitui a força da organização sindical, da negociação coletiva e da luta dos trabalhadores.

Pode chamar de colaborador, parceiro ou integrante do time. Enquanto existir relação de emprego, continuará sendo fundamental ter sindicato forte para defender os direitos da categoria.

Porque respeito ao trabalhador não se mede pelo nome que a empresa usa. Se mede pelas condições de trabalho e pelo cumprimento dos seus direitos.

Fale com o Nelsão: (41) 98411-6970 • WhatsApp

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