Alckmin vem a Curitiba, reúne Arns e Fruet e reforça articulação pró Lula no Paraná
Encontro Paraná pela Virada reuniu lideranças de diferentes partidos no Jardim Botânico
Movimento ganha força e repercussão após Rafael Greca viralizar declarando apoio à reeleição de Lula num sarau, no bairro Bom Retiro, e fazer discurso defendendo a cultura e a soberania do Brasil. Agora Alckmin se reúne com Arns e Fruet para criar frente superapartidária
Companheirada, a política tem dessas coisas: chega uma hora em que as diferenças partidárias precisam ser colocadas na mesa e cada liderança tem de explicar o Brasil que deseja para os próximos anos.
Foi nesse ambiente que Curitiba recebeu, nesta terça-feira (20), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Ele participou do encontro Paraná pela Virada, no Espaço Torres, no Jardim Botânico, em uma mobilização que busca ampliar o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.
O encontro reuniu nomes de diferentes trajetórias políticas. Entre eles estavam o senador Flávio Arns (PSB) e o ex-prefeito de Curitiba Gustavo Fruet (PDT). A proposta é construir uma frente suprapartidária, ou seja, uma articulação que vá além de um único partido e consiga conversar com setores distintos da sociedade. A informação foi publicada pelo Blog do Esmael e também repercutida pela Tribuna do Paraná.
Também estiveram presentes lideranças políticas, como o deputado Arilson Chiorato, presidente do PT-PR e Enio Verri, da Itaipu, representantes da sociedade civil e membros de diversas centrais sindicais. A Força Sindical Paraná, foi representada na pessoa do nosso presidente Sérgio Butka e de outros membros da diretoria.
Arns e Fruet ampliam o diálogo político
A presença de Flávio Arns e Gustavo Fruet ajuda a dar um caráter mais amplo à articulação. São lideranças com histórias e relações políticas diferentes, cuja participação sinaliza a intenção de conversar com eleitores que não necessariamente se identificam com o PT.
Arns destacou justamente a capacidade de diálogo de Alckmin e sua interlocução com diferentes setores da economia.
“O Geraldo Alckmin é uma pessoa que dialoga, que conversa e que é respeitada por todo mundo, inclusive entre os indecisos que nós estamos buscando atrair.”
A declaração do senador, registrada pela Tribuna do Paraná, aponta para um dos desafios desta reta final: apresentar argumentos capazes de alcançar pessoas que ainda não decidiram como votar ou que não se sentem representadas pelas disputas partidárias tradicionais.
Greca também entra nessa conversa
O movimento ganhou outro ingrediente com a declaração de Rafael Greca (MDB), na noite de segunda-feira (19), durante um sarau gauchesco no bairro Bom Retiro, em Curitiba.
Em um discurso dirigido a músicos e participantes do encontro, o ex-prefeito declarou sua preferência por Lula e defendeu a continuidade da Lei Rouanet. Também questionou a subordinação dos interesses brasileiros aos Estados Unidos e afirmou que a escolha presidencial não deveria ser determinada exclusivamente pela ideologia.
Uma das frases mais marcantes da fala foi:
“Não tem ideologia na música. Não tem música de direita nem de esquerda porque o gaiteiro, para tocar, precisa das duas mãos, a direita e a esquerda.”
O posicionamento chama a atenção porque Greca integrou a chapa de Sandro Alex (PSD) na disputa pelo governo do Paraná, enquanto lideranças ligadas a essa aliança apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial. A manifestação do ex-prefeito, portanto, mostra que as alianças estaduais não eliminam as diferenças de posição na disputa nacional.
Segundo reportagem da Agência Estado, publicada pelo UOL, Alckmin afirmou ter ficado muito feliz com o apoio de Greca durante sua passagem por Curitiba.
O que está por trás da frente suprapartidária?
Na reta final da eleição, a campanha de Lula procura ampliar sua interlocução para além das organizações partidárias que já integram sua base. A presença de lideranças de diferentes partidos, o diálogo com empresários e a aproximação com setores sociais fazem parte dessa estratégia.
O Paraná representa um desafio específico para essa mobilização. Segundo os resultados do primeiro turno citados pela imprensa local, Flávio Bolsonaro terminou a votação à frente de Lula no estado. A visita de Alckmin procura fortalecer a presença da campanha à reeleição do presidente Lula no estado.
Diálogo entre diferentes
Quem acompanha a história do movimento sindical sabe que conversar com pessoas de opiniões diferentes faz parte da política real, da luta diária. Dentro de uma fábrica, de uma categoria profissional ou de uma comunidade, nem todo mundo pensa igual. Mesmo assim, é possível encontrar pontos em comum para defender direitos e buscar melhorias para a vida das pessoas.
Essa é uma das questões que a articulação apresentada em Curitiba coloca em evidência: até onde partidos e lideranças com trajetórias distintas conseguem trabalhar juntos em torno de compromissos comuns?
O encontro Paraná pela Virada reuniu nomes que representam diferentes espaços políticos. A manifestação de Greca acrescentou outro sinal de que o apoio presidencial não está restrito às fronteiras tradicionais das alianças estaduais.
Agora, a mobilização precisa ser observada pelo que produzirá na prática. Apoios públicos podem ampliar o debate, mas cada eleitor tem sua própria história, suas preocupações e seus critérios para decidir o voto. Eu vou de Lula, 13, com toda certeza.
O importante é que a disputa seja feita com propostas reais, com os pés no chão, respeito às diferenças e compromisso com a democracia. Queremos a garantia de que a escala 5 x 2 será implantada e vai continuar no próximo mandato, da forma como foi promulgada.
Papo reto! Quem, se não o presidente Lula pode garantir que as conquistas que os trabalhadores levaram tantos anos para conseguir não vão acabar da noite para o dia? Quem pode garantir a soberania nacional? Quem pode continuar a fortalecer a cultura, à saúde e a educação? É hora da virada. No segundo turno é Lula!
Papo Reto com o Nelsão
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Fale com o Nelsão: WhatsApp (41) 98411-6970

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