SMC e Força Sindical do Paraná apresentam candidatos apoiados pela Força Sindical do Paraná

O debate eleitoral de 2026 começou oficialmente, e o movimento sindical do Paraná também está apresentando suas posições


O debate eleitoral de 2026 começou oficialmente, e o movimento sindical do Paraná também está apresentando suas posições
Imagem gerada por inteligência artificial 

Com a propaganda eleitoral liberada desde 16 de agosto, o SMC (Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região), a Força Sindical do Paraná e o grupo Amigos do Butka vêm ampliando o diálogo com candidatas e candidatos que apresentam propostas relacionadas ao emprego, à renda, aos direitos trabalhistas, ao desenvolvimento econômico e à qualidade de vida dos trabalhadores.

O presidente do SMC e da Força Sindical do Paraná, Sérgio Butka, e o vice-presidente das duas entidades, Nelson Silva, o Nelsão da Força, têm participado diretamente dessas conversas e apresentado as principais reivindicações do movimento sindical.

As entidades também tornaram público seu apoio às candidaturas que, segundo sua avaliação, apresentam compromissos compatíveis com as pautas defendidas pelo movimento sindical.

Lula: uma história que começou no chão de fábrica

Na disputa pela Presidência da República, o movimento sindical apoia Luiz Inácio Lula da Silva (PT), número 13.

Lula não esteve no SMC durante esta semana. Seu vínculo com o movimento sindical, porém, antecede em muitas décadas a atual disputa eleitoral.

Metalúrgico do ABC Paulista, Lula construiu sua trajetória profissional e sindical no chão de fábrica. Trabalhou como metalúrgico e chegou à presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, tornando-se posteriormente uma das principais lideranças do sindicalismo brasileiro.

É justamente essa trajetória que o movimento sindical paranaense destaca ao defender sua candidatura: uma história política que começou entre trabalhadores e que colocou temas como emprego, salário, jornada e direitos trabalhistas no centro do debate nacional.

Gleisi Hoffmann: experiência e articulação política

Para o Senado Federal, entre os nomes apoiados pelo movimento sindical está Gleisi Hoffmann (PT), número 131.

Ex-senadora pelo Paraná e deputada federal, Gleisi possui uma trajetória marcada pela atuação no governo federal, no Congresso Nacional e na política paranaense.

Entre as pautas associadas à sua atuação estão a defesa das políticas sociais, da saúde e educação públicas, dos direitos trabalhistas, das empresas estatais e de políticas voltadas à redução das desigualdades.

Para o movimento sindical, a experiência de articulação entre o Paraná e Brasília é um dos elementos considerados na avaliação de sua candidatura.

Alexandre Curi: emprego, renda e desenvolvimento

Também na disputa pelo Senado, Alexandre Curi (Republicanos), número 100, recebeu o apoio das entidades sindicais e esteve no SMC nesta semana.

Presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Paraná, Curi se reuniu com Sérgio Butka e Nelsão da Força para apresentar propostas relacionadas ao emprego, à geração de renda, à qualificação profissional e à valorização dos trabalhadores.

Durante a conversa, foram discutidas iniciativas relacionadas ao desenvolvimento econômico e à geração de oportunidades.

Segundo Butka, o encontro foi produtivo e serviu para colocar na mesa as demandas dos trabalhadores paranaenses.

“Tivemos uma conversa bastante produtiva, pensando já no futuro dos trabalhadores do Paraná. Foi uma boa visita, esperamos que em breve tenhamos bons resultados.”

Requião Filho: serviços públicos e desenvolvimento regional

Sérgio Butka, Requião Filho e Nelsão da Força, em encontro no SMC

Na disputa pelo Governo do Paraná, o movimento sindical apoia Requião Filho (PDT), número 12.

Deputado estadual, Requião Filho apresenta uma candidatura de oposição ao atual governo estadual e tem entre suas principais bandeiras a defesa dos serviços públicos, da educação, da saúde, dos servidores e das empresas públicas.

Também defende mudanças no modelo de pedágios e propostas voltadas ao desenvolvimento regional e ao fortalecimento de micro e pequenas empresas.

É uma candidatura que mantém forte vínculo com a tradição política de Roberto Requião e apresenta como uma de suas marcas a defesa de um papel mais ativo do Estado na prestação de serviços públicos.

Roberto Requião, um dos maiores estadistas que o Paraná já produziu

Roberto Requião (PDT), número 1212, possui uma das trajetórias políticas mais longas do Paraná. Foi prefeito de Curitiba, governador do Estado por três mandatos e senador pelo Paraná, além de ter construído sua carreira política dentro da tradição do trabalhismo e do nacional-desenvolvimentismo.

Ao longo de sua trajetória, Requião ficou associado à defesa dos serviços públicos, das empresas estatais, da soberania nacional e de uma presença mais ativa do Estado na economia.

Em 2026, já filiado ao PDT, partido de tradição trabalhista, voltou a ocupar espaço no debate político nacional e paranaense. Em manifestação recente durante a convenção nacional da legenda, defendeu que o trabalhismo mantenha posições firmes em temas como a defesa do SUS, da soberania nacional e de empresas estratégicas.

É uma trajetória que também se conecta ao debate sindical por meio de pautas como emprego, serviços públicos, empresas estatais e papel do Estado no desenvolvimento econômico.

No contexto das eleições de 2026, sua presença no PDT recoloca no debate paranaense uma liderança com décadas de experiência institucional e uma história política fortemente identificada com a defesa do serviço público e de políticas de desenvolvimento regional.

Arilson Chiorato: direitos trabalhistas e serviços públicos

Para a Câmara dos Deputados, outro nome apoiado pelo movimento sindical é Arilson Chiorato (PT), número 1300.

Deputado estadual e presidente do PT do Paraná, Arilson tem atuação voltada à defesa da educação pública, dos servidores, da agricultura familiar, dos direitos trabalhistas e das empresas públicas.

Uma das pautas que aproximaram seu mandato do movimento sindical foi a discussão sobre o fim da escala 6x1, tema que também contou com participação de representantes dos metalúrgicos e da Força Sindical do Paraná em debates na Assembleia Legislativa.

A candidatura busca levar para Brasília uma atuação construída ao longo dos últimos anos no debate político estadual.

Tadeu Veneri, luta que nasceu dentro do movimento sindical paranaense

Tadeu Veneri (PT), número 1331, tem uma trajetória política que nasceu diretamente no movimento sindical. Ex-funcionário do Banco do Brasil, iniciou sua militância na organização dos trabalhadores e participou, ainda na década de 1970, da construção da oposição sindical dos bancários em diferentes municípios do Paraná.

Essa origem sindical marcou sua atuação política posterior. Veneri construiu sua trajetória parlamentar em torno de pautas sociais e da defesa dos trabalhadores, passando pela Câmara Municipal de Curitiba e pela Assembleia Legislativa do Paraná antes de chegar à Câmara dos Deputados.

Entre os temas associados à sua atuação estão a defesa dos serviços públicos, dos servidores, dos direitos sociais e da participação dos trabalhadores nas decisões políticas.

O diálogo com o movimento sindical continuou ao longo de seus mandatos. Em diferentes momentos, Veneri participou de debates com entidades representativas dos trabalhadores, incluindo discussões relacionadas à previdência e aos direitos dos servidores públicos.

Para quem acompanha a política paranaense, sua trajetória é marcada justamente por essa passagem do movimento sindical para a vida parlamentar, mantendo como referência temas ligados à organização dos trabalhadores e às lutas sociais.

Alexandre Guimarães: o olhar municipalista

Na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná, o movimento sindical também apoia Alexandre Guimarães (PDT), número 12012. Vereador e presidente da Câmara Municipal de Campo Largo, Guimarães apresenta uma trajetória essencialmente municipalista, ligada às demandas da população e dos municípios da Região Metropolitana de Curitiba.

Entre os temas associados à sua atuação estão infraestrutura, saúde, transporte, desenvolvimento regional e geração de oportunidades.

Para o movimento sindical, conhecer a realidade dos municípios é fundamental em uma região onde milhares de trabalhadores vivem em uma cidade, trabalham em outra e dependem diariamente de uma estrutura integrada de transporte, saúde, educação e serviços públicos.

Angelo Vanhoni, histórico de lutas na capital paranaense rumo à Alep

Angelo Vanhoni (PT), número 13222, é outro nome cuja trajetória reúne educação, movimento sindical e política institucional. Natural de Paranaguá e radicado em Curitiba desde a juventude, Vanhoni é professor e também foi funcionário do Banestado. Sua trajetória política começou como vereador de Curitiba e posteriormente passou pela Assembleia Legislativa e pela Câmara dos Deputados.

Na Câmara Federal, teve atuação especialmente ligada às áreas de educação e cultura, tendo presidido a Comissão de Educação e Cultura e participado de debates relacionados ao Sistema Nacional de Cultura e ao Plano Nacional de Educação. De volta à Câmara Municipal de Curitiba, Vanhoni foi reeleito vereador em 2024 e também exerce a presidência do PT de Curitiba.

Sua história política está, portanto, ligada à construção do PT no Paraná e a uma atuação que combina a experiência no movimento sindical com a defesa da educação, da cultura, dos serviços públicos e das políticas sociais.

Uma posição política assumida pelas entidades

O apoio anunciado pelo SMC e pela Força Sindical do Paraná faz parte de uma posição política das entidades para as eleições de 2026. Os dirigentes sindicais defendem que trabalhadores e trabalhadoras tenham acesso às informações sobre os candidatos, suas trajetórias e suas propostas antes de tomar sua decisão eleitoral.

Para Sérgio Butka e Nelsão da Força, a participação do movimento sindical no processo eleitoral também significa levar para o debate público as reivindicações históricas da categoria: emprego de qualidade, salários dignos, redução da jornada, saúde e segurança no trabalho, valorização profissional, serviços públicos eficientes e melhores condições de vida.

O movimento sindical, portanto, não pretende ficar fora da discussão sobre os rumos do Paraná e do Brasil. O Papo Reto com o Nelsão continuará acompanhando a eleição de 2026 e apresentando aos trabalhadores as posições das entidades, as propostas dos candidatos apoiados e os principais temas relacionados ao mundo do trabalho.

Porque democracia também é informação, debate e participação.

Conteúdo de caráter político-eleitoral. As posições e apoios mencionados nesta publicação correspondem às entidades e lideranças sindicais citadas no texto. Aqui é papo reto!

Fale com o Nelsão: (41) 98411-6970 • WhatsApp


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