Gleisi assume compromisso com hospital de fronteira em Foz do Iguaçu
Candidata ao Senado afirma que proposta já tem apoio do presidente Lula e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha
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| Gleisi Hoffmann é candida ao Senado com o número 131 - Foto: Divulgação |
A saúde pública de Foz do Iguaçu e de toda a região da Tríplice Fronteira voltou a ganhar espaço no debate político nesta quinta-feira (27). Durante entrevista ao programa Contraponto, da Rádio Cultura, a candidata ao Senado Gleisi Hoffmann afirmou que assumiu o compromisso de articular, junto ao governo federal, a construção de um hospital de fronteira na cidade.
Segundo Gleisi, a proposta já foi apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também conta com o apoio do Ministério da Saúde. A ideia é criar uma unidade preparada para atender às particularidades de uma região de fronteira e, ao mesmo tempo, funcionar como hospital de ensino para o curso de Medicina da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).
“Vamos construir um hospital regional considerando as características da fronteira, as particularidades da cidade e da região. Já conversei com o presidente Lula. Ele me perguntava sobre as grandes demandas do Paraná e eu disse: ‘um hospital de fronteira e ensino em Foz do Iguaçu’. É um compromisso que o presidente já assumiu. Foz do Iguaçu precisa”, afirmou Gleisi.
Uma demanda que voltou ao debate
A discussão sobre um hospital federal em Foz ganhou força depois da tentativa de federalização do Hospital Municipal Padre Germano Lauck. Em 2023, chegou a ser iniciado um processo com a participação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), mas a proposta acabou não avançando após manifestação contrária do Tribunal de Contas da União (TCU) e dificuldades administrativas.
Além de Lula e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Gleisi afirmou que a proposta também recebeu apoio do secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, e do diretor-brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri.
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| Gleisi, em entrevista ao programa Contraponto, da Rádio Cultura - Divulgação |
Autismo e atenção aos idosos
Durante a entrevista, Gleisi também falou sobre outras propostas voltadas à área da saúde e do cuidado.
Para as pessoas com autismo, ela defendeu a criação de uma rede de diagnóstico e tratamento capaz de oferecer atendimento de acordo com as diferentes necessidades de cada paciente. Entre as medidas citadas está a implantação de salas multissensoriais.
Na atenção aos idosos, a candidata defendeu a criação de novas estruturas de apoio e convivência, levando em conta o envelhecimento da população e a necessidade de ampliar os espaços de cuidado e socialização.
Policlínica do Morumbi
Pela manhã, Gleisi visitou as obras da nova Policlínica do bairro Morumbi, projeto selecionado pelo Novo PAC. O investimento previsto é de R$ 30 milhões, sendo R$ 17 milhões destinados à construção e R$ 13 milhões para a compra de equipamentos.
A unidade terá atendimento regional e deverá ser referência para os nove municípios que integram a 9ª Regional de Saúde.
Gleisi destacou que a nova policlínica vai ajudar a ampliar a oferta de consultas, exames e atendimentos especializados. Ao mesmo tempo, ressaltou que a unidade não elimina a necessidade de um novo hospital para Foz do Iguaçu.
A candidata também defendeu a manutenção e o fortalecimento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e dos demais serviços que já fazem parte da rede pública de saúde.
Agenda em Foz
Ainda durante a agenda na cidade, Gleisi esteve na Cúria Diocesana, onde se reuniu com os padres Sérgio Bertotti e Fábio Welter, presidente e diretor da Cáritas.
Na ocasião, recebeu a Cartilha de Orientação Política 2026 – “A política melhor e a Cultura do Encontro”, elaborada pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A candidata também participou de uma entrevista ao podcast Guarda-Volume.



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