Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro e aprovação do governo volta a crescer, mostra pesquisa
Pesquisa Genial/Quaest desta quarta (15) traz notícia animadora para o campo progressista: o presidente Lula voltou a crescer em intenções de voto, ampliando a vantagem sobre opositores e registrando melhora na aprovação do governo
Levantamento ouviu 2.004 brasileiros entre os dias 10 e 13 de julho. E segundo o instituto, a margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Lula abre vantagem no primeiro turno
Na simulação de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 28% de Flávio Bolsonaro.
- Lula (PT): 40%
- Flávio Bolsonaro (PL): 28%
- Ronaldo Caiado (PSD): 4%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Romeu Zema (Novo): 2%
- Indecisos: 11%
- Brancos, nulos ou não votarão: 8%
Mais do que um retrato do momento, os números revelam uma tendência observada desde maio: Lula voltou a crescer enquanto o principal nome da oposição recuou nas intenções de voto.
Vitória no segundo turno em todos os cenários
Nos quatro cenários simulados pela Genial/Quaest, Lula aparece à frente de seus opositores.
- Lula 45% x 37% Flávio Bolsonaro
- Lula 45% x 36% Ronaldo Caiado
- Lula 45% x 35% Romeu Zema
- Lula 45% x 33% Renan Santos
A pesquisa mostra que se as eleições fossem hoje, Lula venceria em todos os cenários testados pelo instituto.
Aprovação volta a superar a desaprovação
Outro dado relevante é a recuperação da aprovação do governo federal. Na avaliação geral do governo, 36% consideram a gestão positiva, 26% a classificam como regular e outros 36% a avaliam negativamente. Os indicadores mostram uma recuperação gradual da imagem do governo ao longo dos últimos meses.
Da porta da fábrica ao Palácio do Planalto
Para quem vive o movimento sindical, essa pesquisa tem um significado que vai além dos números. Antes de se tornar presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva foi torneiro mecânico e dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema.
A liderança de Lula nasceu nas portas das fábricas do ABC Paulista, durante as grandes greves do final da década de 1970, quando milhares de trabalhadores desafiaram a ditadura militar para reivindicar melhores salários, respeito, liberdade de organização e qualidade de vida.
Em muitas dessas mobilizações, Lula falava de forma simples, olhando nos olhos dos companheiros de chão de fábrica. Em discursos improvisados, muitas vezes sobre caixotes, carrocerias de caminhões ou pequenos palanques. Essas mobilizações ajudaram a despertar uma nova consciência entre os trabalhadores brasileiros.
Os discursos nunca se limitaram ao reajuste salarial. Lula defendia que o trabalhador tinha direito à dignidade, à negociação coletiva, à participação nos lucros, à organização sindical, à segurança no ambiente de trabalho e ao reconhecimento de que quem produz a riqueza do país também deve participar dos frutos desse desenvolvimento.
"O trabalhador brasileiro descobriu que seus direitos vão muito além do salário mínimo, vale transporte e alimentação. Eles passam pelo respeito, pela negociação coletiva e pela valorização de quem constrói, todos os dias, o nosso país."
Foi justamente esse processo de conscientização que transformou um líder metalúrgico do ABC em uma das maiores lideranças populares da história do Brasil. As greves daquele período, durante os anos de chumbo da ditadura militar, contribuíram para fortalecer o sindicalismo brasileiro, abrir caminho à redemocratização e dar partida para a conquista de importantes conquistas às pessoas que diariamente constroem o progresso do nosso país.
Uma história que continua inspirando
Para os metalúrgicos da Grande Curitiba e para todo o movimento sindical, a trajetória de Lula continua sendo uma referência de que a organização dos trabalhadores pode transformar nossa realidade.
Quase cinquenta anos depois das históricas assembleias do ABC Paulista, um ex-metalúrgico segue no centro da política nacional. De acordo com a nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada hoje, a liderança do presidente Lula permanece forte. e que cada vez mais pessoas voltam a reconhecer e aprovar o trabalho do governo Lula.
Independentemente do cenário eleitoral que ainda será construído até outubro, uma lição permanece atual: direitos não são presentes. São conquistas alcançadas com organização, diálogo, mobilização e participação dos trabalhadores.
Um espaço de diálogo com quem diariamente move o Brasil: a classe trabalhadora. Aqui, informação, opinião e memória caminham juntas na defesa da democracia, dos direitos adquiridos através de muita luta pela valorização do trabalho de cada um de nós.

Comentários
Postar um comentário