Quem votou contra — e quem fugiu do painel — na votação histórica do fim da escala 6x1
PEC avança para o Senado com ampla maioria na Câmara e pressão popular agora mira diretamente 81 senadores e senadoras
A Câmara dos Deputados aprovou em segundo turno a PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas. O placar consolidou uma das maiores vitórias recentes do movimento sindical e dos trabalhadores brasileiros: 461 votos favoráveis e apenas 19 contrários. A gente até se pergunta: como pode alguém votar contra mais tempo de vida para os trabalhadores?
A aprovação mudou completamente o cenário político em Brasília. O que antes era tratado como uma pauta “impossível” por setores do mercado e parte da direita passou a ganhar força popular avassaladora após a vitória na Câmara. Agora, toda a pressão sindical, social e política se desloca para o Senado Federal.
Nas redes sociais, trabalhadores começaram imediatamente a compartilhar listas nominais dos deputados que votaram contra a proposta — ou que simplesmente desapareceram do painel eletrônico na hora decisiva. Em muitos estados, sindicatos e movimentos populares já articulam campanhas de pressão pública sobre os parlamentares.
Deputados que votaram CONTRA o fim da escala 6x1 no segundo turno
- Caroline de Toni (PL-SC)
- Chris Tonietto (PL-RJ)
- Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
- Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)
- Evair Vieira de Melo (PP-ES)
- Gilson Marques (Novo-SC)
- Julia Zanatta (PL-SC)
- Kim Kataguiri (União Brasil-SP)
- Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP)
- Marcel van Hattem (Novo-RS)
- Mauricio do Vôlei (PL-MG)
- Messias Donato (Republicanos-ES)
- Nikolas Ferreira (PL-MG)
- Ricardo Salles (Novo-SP)
- Rodolfo Nogueira (PL-MS)
- Sanderson (PL-RS)
- Silvia Waiãpi (PL-AP)
- Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
- Zucco (PL-RS)
Deputados que votaram contra no primeiro turno e mudaram de posição no segundo
- Filipe Barros (PL-PR) — votou contra no 1º turno e a favor no 2º
- Paulo Eduardo Martins (PL-PR) — votou contra no 1º turno e a favor no 2º
- Zé Trovão (PL-SC) — votou contra no 1º turno e não registrou voto no 2º
Deputados ausentes ou sem registro de voto no segundo turno
- Alberto Fraga (PL-DF)
- Amaro Neto (Republicanos-ES)
- André Ferreira (PL-PE)
- Carlos Jordy (PL-RJ)
- Carla Zambelli (PL-SP)
- Claudio Cajado (PP-BA)
- Delegado Ramagem (PL-RJ)
- Dr. Luiz Ovando (PP-MS)
- Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
- Eduardo da Fonte (PP-PE)
- Eriberto Medeiros (PSB-PE)
- Fernando Rodolfo (PL-PE)
- Greyce Elias (Avante-MG)
- Gustavo Gayer (PL-GO)
- Hugo Leal (PSD-RJ)
- Junio Amaral (PL-MG)
- Luciano Vieira (Republicanos-RJ)
- Luiz Carlos Motta (PL-SP)
- Marcos Pollon (PL-MS)
- Mersinho Lucena (PP-PB)
- Nicoletti (União Brasil-RR)
- Pastor Eurico (PL-PE)
- Paulo Litro (PSD-PR)
- Pedro Lupion (PP-PR)
- Robinson Faria (PL-RN)
- Rosangela Moro (União Brasil-SP)
- Silvia Cristina (PP-RO)
- Tiririca (PL-SP)
- Vermelho (PP-PR)
- Waldemar Oliveira (Avante-PE)
- Zé Vitor (PL-MG)
No Paraná, chamou atenção a mudança de posição de deputados bolsonaristas que haviam votado contra o trabalhador no primeiro turno e recuaram na votação final após a forte repercussão negativa nas redes sociais.
A tendência agora é de crescimento acelerado da mobilização nacional em torno da proposta. Com a Câmara já posicionada, os senadores passam a ser o novo alvo da pressão popular. Lideranças sindicais, centrais trabalhistas e movimentos sociais já articulam campanhas estado por estado para cobrar apoio à PEC no Senado.
A votação desta semana mostrou uma coisa com clareza: o debate sobre a escala 6x1 descolou totalmente da polarização política no Brasil e entrou no centro da vontade popular. É sobre a vida, e futuro de milhões de brasileiros e brasileiras, que o Senado Federal vai votar. Vamos pra cima!
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