Renato fica: quando a política tenta calar quem veio da periferia
Há momentos em que uma votação deixa de ser apenas uma decisão administrativa e passa a representar algo maior. É assim que vejo o processo que ameaça o mandato do deputado estadual Renato Freitas. Injusto.
Nos próximos dias, a Assembleia Legislativa do Paraná terá diante de si uma escolha que será observada por milhares de trabalhadores, moradores da periferia, lideranças comunitárias e pessoas que acreditam na participação popular na política. Não se trata apenas do destino de um deputado. Trata-se também da mensagem que será enviada à sociedade.
Participo das manifestação em defesa de Renato Freitas porque acredito que sua trajetória representa setores da população que historicamente tiveram pouco espaço nos locais onde as decisões são tomadas. E foi exatamente isso que procurei destacar durante minha fala.
O Renato fica. Nós estamos passando novamente por uma situação aqui em Curitiba como no Brasil. Num clima de polarização extrema que não reflete o verdadeiro anseio popular.
O Renato fica, e ele vai vencer, porque mesmo que a Assembleia opte uma punição, a proposta de cassação ao nosso ver é totalmente desproporcional e injusta. O Renato conquistou seu mandato através do voto popular, sagrado, digitado na urna.
Eu passei por isso quando fui vereador em Campo Largo, também fui cassado injustamente, e por isso estou aqui na luta. Representando o Sindicato Metalúrgicos, a Força Sindical, os trabalhadores e trabalhadoras para dizer que nós da periferia, que nós trabalhadoras e trabalhadoras, não queremos que caçam o Renato.
O Renato fica para o bem do Paraná, para ajudar o presidente Lula, a Gleisi, os nossos deputados federais e estaduais e todos nossos companheiros, inclusive o nosso pré-candidato, Requião Filho. Então, por isso, Renato fica para o bem do Paraná.
Minha posição é pública e transparente. Sou contra a cassação. Entendo que o debate político deve ser enfrentado com diálogo, com divergências e até com críticas duras, mas sempre preservando a representação que saiu das urnas. O Renato está enfrentando uma situação que, na minha avaliação, faz parte de uma tentativa de afastar lideranças populares dos espaços de poder.
Falo como dirigente sindical, como representante dos trabalhadores e como alguém que conhece de perto a realidade das comunidades que muitas vezes não são ouvidas.
Independentemente da posição de cada parlamentar, a votação prevista para os próximos dias ficará registrada na história política do Paraná. Cada deputado assumirá diante da população a responsabilidade pelo seu voto e pelas consequências dessa decisão.
Minha convicção permanece a mesma expressada no ato público:
"O Renato fica para o bem do Paraná!"
É uma posição política, clara e assumida. E é também um chamado para que a democracia seja fortalecida pelo debate, pela participação popular e pelo respeito à vontade manifestada pelos eleitores nas urnas. No dia da votação, o Paraná estará olhando para a Assembleia. E a história também.

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